Ideal Clube

Matéria especial sobre o Dia das Mães

Publicado em 17.05.2019

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Um verso que compõe um poema do escritor maranhense Coelho Neto se notabilizou ao longo dos tempos: “Ser mãe é padecer num paraíso!” E foi com esse verso, transformando-o em questionamento, que esse bate-papo sobre Ser Mãe teve início. O jornalista Jeff Peixoto pensou em reunir mães para tratar do tema da maternidade e encontrou na família Guimarães o formato perfeito para esta matéria. 
Alódia Guimarães e suas quatro filhas, Indira, Samyra, Lacira e Aloyra, na sequência da mais velha para a mais nova, Administradora, Engenheira, Dentista e Médica, todas mães! E o que tornou interessante esse encontro foi estar diante de uma mãe de quatro filhas que se tornaram mães, ou seja, Alódia era uma mãe de mães... e avó também!
O jornalista perguntou para a matriarca do clã se fazia algum sentido o verso do poeta Coelho Neto. Alódia disse que, de certo modo, o verso fazia sentido. Afinal, uma mãe padece muitas vezes de angústias, de dor e sofre, mas a beleza que é o paraíso que se habita quando se é mãe torna qualquer outro sentimento menor, o amor de uma mãe por um filho é algo que não se pode mensurar e muito menos expor em palavras. Ficaremos aqui nessa conversa e não conseguiremos explicar esse sentimento com exatidão. 
A família Guimarães se confunde com a história do Ideal Clube, por isso o cenário não poderia ser outro. Alódia debutou no Ideal e suas quatro filhas também, as netas já seguem o mesmo caminho. 
Neste bate-papo tivemos momentos divertidos e emocionantes, quando os relatos e as experiências individuais sobre o “ser mãe” seguem caminhos distintos, cada uma à sua maneira, cada uma com a sua própria história, com suas dores e amores, mas todas elas sempre marcadas pela união em torno da mãe, em torno de ser mãe.

Alódia é a matriarca da família Guimarães. Figura notável de nossa cidade, teve a bênção de ser mãe de quatro meninas: Indira, Samyra, Lacira e Aloyra. E hoje é avó de 9 netos. Alódia diz ser muito prazeroso ser mãe, “é muito gratificante você se ver mãe e ver todas as suas filhas sendo grandes mães e realizadas com seus filhos tanto como eu fui com elas”. 

Mas não deve ter sido fácil o convívio de quatro mulheres dentro de casa, é o que muitos podem imaginar, mas Alódia afirma que isso nunca foi problema, muito pelo contrário. Ela fala sobre como o Ideal Clube foi importante durante o crescimento das meninas. “Na verdade nós tínhamos dois clubes, um era a minha casa e o outro era o Ideal. Elas frequentavam de forma constante esse dois clubes. Minha casa era um clube, cheio de amigos das meninas, ninguém sabia quantos iriam jantar e quantos iriam almoçar, vivíamos a plenitude da casa cheia, o que sempre facilitou a convivência delas”. A matriarca destaca a orientação que sempre fez questão de passar para as filhas, que uma sempre cuidasse muito bem da outra, e assim sempre foi. “Elas tinham lá as suas briguinhas bobas, normal para a idade, afinal toda criança tem o desejo do seu espaço e que o outro não o tome, mas sempre foram muito unidas e até hoje, apesar de uma ou outra divergência de pensamentos e de gostos, se relacionam muito bem. Sempre disse que elas precisavam ser elos soldados a ponto de nada poder afastar uma da outra. Tenho muito orgulho da criação das minhas filhas”. 

Indira Guimarães é a mais velha da turma, é mãe de um rapaz e uma moça, a Sarinha, 18 anos e já universitária, e o André, 16 anos. “São dois filhos maravilhosos! Foi uma experiência muito rica, pois para ter os dois, infelizmente eu perdi dois filhos por complicações na gestação. Foi um aprendizado de várias formas, no entanto eu admito que me tornei uma mãe, muitas vezes, superprotetora. Hoje eu não deixo meu filho brincar na rua, não deixo ele ir andando de um quarteirão para o outro. Eu também sou como uma mãe para os três filhos da minha babá. Outra bênção na minha vida”.

Samyra Guimarães é a Segunda da turma, mãe de um casal, João Paulo com 18 anos e Alodinha com 15.  Samyra falou pouco, mas foi fácil notar em seu olhar o quanto se emocionou a falar dos filhos. “Ser mãe para mim é uma realização plena. Diante de tanta coisa que fazemos nesta vida, o fato de ser mãe, por si só, já me faz uma mulher realizada”.

Lacira Guimarães emocionou a todos ao falar da sua difícil trajetória para ser mãe. “O meu sentimento de ser mãe é diferente, pois fui primeiro mãe de coração dos dois filhos do meu marido, que adotei como meus. Mas, tive problemas para ser ‘mãe de barriga’. Desde novinha eu sempre soube que só me realizaria como mulher quando pudesse gerar um filho. E eu lutei muito para engravidar, comecei a batalhar em segredo fazendo um tratamento que ninguém sabia. Mas eu fiz tudo o que podia e consegui! Hoje eu sou plenamente feliz e realizada, meu filho hoje está com 6 meses, o Arthur, que é o caçulinha da família. Minha gravidez foi muito complicada, mas o meu filho é uma bênção, saudável, perfeito e eu só agradeço a Deus e a minha família por essa conquista de vida. Antes eu ficava triste sempre que chegava o Dia das Mães, chorava muito. Ano passado foi diferente, pela primeira vez eu curti esse dia”.

Aloyra Guimarães, a mais nova das quatro irmãs, é médica e mãe da Bela e do Luquinha, com 5 e 6 anos respectivamente. Ela relembra que, pelo fato de ser a caçula das irmãs, sempre foi muito protegida pelas outras. “Eu ainda me sinto superprotegida por elas, e quando eu me vi como mãe foi algo indescritível, me senti mais mulher, eu me vejo neles e me espanto ao ver o quanto estão crescendo e o quanto preciso ser responsável. É engrandecedor e pleno. Por mais que a gente possa chegar em casa super cansada, quando aquelas duas crianças vêm correndo na minha direção só ao ouvir o som da porta abrindo, tudo passa a realmente valer a pena. É quando o amor transborda e você esquece tudo que poderia estar lhe causando angústia. E eu por vezes me pergunto como é que eu podia ser feliz sem os meus filhos.”

Para encerrar esse belo encontro de mães, de depoimentos valiosos, de amor, podemos afirmar que ser mãe é algo que faz com que a vida faça sentido.