Ideal Clube

Hino do Ideal Clube: Uma história registrada em um belo hino

Publicado em 02.09.2019

COM LETRA DO ESCRITOR E JORNALISTA JEFF PEIXOTO E MÚSICA DO PIANISTA RAFAEL MAIA, O IDEAL CLUBE GANHA UM BELO HINO PARA CELEBRAR SEU ANIVERSÁRIO DE 88 ANOS DE FUNDAÇÃO.

Uns dos bens mais valiosos de uma instituição são seus símbolos. Marca, bandeira, mascote e hino. No último mês de agosto, reformulamos a marca do Ideal Clube, com um novo conceito estético marcante que agradou a todos, já sendo estabelecida e usual no clube. Neste mês de setembro, foi a vez de criarmos um hino para o Ideal. Sim, o Ideal não possuía um hino que o representasse. 
Nossos 12 fundadores, que são eternos no papel sublime dessa construção, não instituíram um hino para a instituição. Então, 88 anos depois, o escritor e jornalista Jeff Peixoto teve a iniciativa de criar o Hino Oficial do Ideal Clube. Segundo ele, a ideia surgiu por acaso, “Era uma madrugada silenciosa, eu estava estudando a história do Ideal, lendo alguns livros antigos, e percebi que o clube não possuía um hino. Então tratei de pegar meu caderno de ideias e rabiscar uma letra. O mais mágico de tudo foi que naquela mesma madrugada a letra ficou pronta e já com uma pretensão de melodia”. 
Após a letra pronta, Jeff Peixoto gravou um áudio por meio do aparelho celular, já cantarolando como deveria ser a música. O passo seguinte foi enviar o áudio para o pianista Rafael Maia, que apesar de jovem, já se consagra como um dos grandes nomes da música no Ceará. De pronto, Rafael se apaixonou pela ideia e deu prosseguimento ao projeto. Em menos de uma semana a música estava prontinha!
Para a gravação da primeira versão do hino, Jeff e Rafael convidaram o cantor Phelipe Carvalho, de voz magistral, para dar o seu charme ao hino. Na noite da segunda-feira, 19 de agosto, o trio se reuniu no estúdio do pianista Rafael Maia para a gravação. E foram horas mágicas, onde o talento fluía como o ar que respiravam. Poesia e música, história e música, o Ideal Clube e seu hino. Os três jovens criativos iam ajustando um detalhe ou outro, no entanto, sem alteração nenhuma na letra original escrita por Jeff Peixoto. A terça-feira já se apresentava e o hino já estava praticamente concluído. Entre uma repetição e outra, os amigos conversavam sobre a importância do feito. Para Rafael Maia, que já é inteiramente identificado com o Ideal, foi uma honra participar da composição do hino do clube que tanto ama, “Eu vivo a música diariamente, mas produzir esse hino para o Ideal foi algo diferente, teve muito amor envolvido. É um projeto que entra pra minha história assim como espero que também entre para a história do clube.”
  A musicalidade do hino carrega a essência imponente dos instrumentos de orquestra comuns aos hinos pátrios, no entanto, vivemos num outro tempo e era preciso ousar e tornar a música acessível e aprazível para todos os “ouvidos”.  Para tornar o hino moderno, Jeff Peixoto resolveu já iniciá-lo com o refrão. Um refrão longo, com três estrofes de quatro versos (quarteto). Em seguida, o poema apresenta um outro quarteto e, logo após, vem a ruptura estética do convencional, surgindo uma estrofe com cinco versos (quintilha), que foi pensada assim para encaixar o ritmo, a métrica e a rima com a locução (voz),  sobretudo por se fazer necessário anunciar o ano 1931 em meio à letra, algo que não se encaixava facilmente, dificultando o trabalho de qualquer cantor. Essa é a explicação para o uso da quintilha quebrando o padrão das demais estrofes com apenas quatro versos. 
A letra tem o papel de contar a história do Ideal Clube da forma mais abreviada possível. E esse objetivo foi alcançado, ao que nos parece. Um passeio no tempo que vai desde o “ideal de nobres senhores”, citando os 12 fundadores e valorizando-os como eternos na construção de um clube que teve sua primeira sede no bairro Damas, passou para uma sede na praia de Iracema e hoje se mostra belo e imponente em sua sede atual. A letra destaca a expressão: “A essência do ser e a beleza do permanecer” como sendo um lema do clube, e é realmente algo que sintetiza até aqui 88 anos de história dessa instituição. Um clube que nunca perdeu sua essência tradicional, permanecendo belo. 
O grande momento do hino é o seu refrão! Um elemento que torna a música de fácil aceitação. O primeiro ingrediente é o ritmo, uma canção com uma batida fácil de seguir,  propositalmente pensada para aumentar a atividade cerebral na zona associada ao movimento. Funciona como uma espécie de recompensa para o cérebro, pois é agradável que a canção se desenvolva como pensamos que vai ocorrer, sem rebuscamento ou rimas travadas, sendo esse justamente o segundo ingrediente, as rimas simples, que são processadas quase que naturalmente. Como significado, além da sonoridade, há o impacto da força das expressões “Não há nada que nos derrube”, por exemplo, que o cérebro de quem ouve aceita e tem empatia imediata, fazendo com que se identifique com o que é dito de forma incisiva. 
O Hino do ideal Clube é um marco na história idealina, um presente para registrar a força e a beleza dessa instituição tão importante para a cidade e, principalmente, para as pessoas. Deve ser tocado em todas as solenidades realizadas no clube, sejam elas sociais, esportivas ou culturais. Esse hino já faz parte do Ideal Clube, sendo um dos seus principais símbolos. Fica aqui o registro e agradecimento pela iniciativa do jornalista Jeff Peixoto e do músico Rafael Maia pela construção de tão bela obra. “É assim o Ideal Clube, formado de eterno amor...”